terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

ESQUEMA 01 - 3º ANO - 2017

EEEFM “Professora Filomena Quitiba”
Série: 3º ano – Ensino Médio
Assunto: Imperialismo
Professor: Dayvid Machado Fernandes – História.

INDUSTRIALIZAÇÃO E IMPERIALISMO

A Europa do século XIX
−  Revolução Industrial – segunda metade do século XVIII = ocorreram grandes mudanças.
• Aumento extraordinário da população mundial.
• Modernização da agricultura.
• Queda dos índices da mortalidade infantil.
• Avanço da medicina.
• Êxodo rural = urbanização = problemas urbanos.
• Exploração do trabalhador – obediência cega ao relógio.
└ Grã-Bretanha – 1834 – Lei dos pobres.
−  Reação = Associações, sindicatos e greves.








Aceleração industrial – século XIX – Segunda Revolução Industrial.
− Extraordinário crescimento dos mercados consumidores.
− Acúmulo de capitais – Primeira Revolução Industrial.
− Característica – estreita relação entre ciência e tecnologia
• Invenção do aço – 1856 – Henry Bressemer (inglês).
• Invenção do gerador – transforma a energia mecânica em energia elétrica – 1831 – Inglês Michael Faraday.
└ Lâmpada elétrica – 1881 – Thomas Alva Edison.
└ Substituição dos cavalos por locomotivas – crescimento da malha ferroviária.
└ Uso do barco a vapor – transporte de pessoas e mercadorias.
└ O aproveitamento do petróleo e seus subprodutos – gasolina e o diesel no motor de explosão.

Taylorismo, Fordismo e produtividade
− O norte-americano Frederick W. Taylor (1865-1915) propôs “a administração científica do trabalho” – Teoria segundo a qual a produção podia ser medida cientificamente.
└ Controle dos movimentos do trabalhador, fazendo-o evitar gestos desnecessários e impondo um ritmo e uma quantidade a ser produzida por dia.
• A partir de 1913, o empresário Henry Ford aplicou o Taylorismo na fábrica de automóveis Ford Motor Company, e inovou introduzindo esteiras rolantes.
└ A adoção do sistema taylorista-fordista fez crescer a produtividade e o lucro das empresas; para os operários, no entanto, significou aumento do trabalho repetitivo.

Concentração de capitais
− A partir de 1870 a industrialização foi acompanhada por intensa concentração de capitais.
• A fim de monopolizar a produção e a distribuição de um ou mais produtos os grandes capitalistas comprovam as empresas dos concorrentes ou levava a falência.
└ Isso deu origem a empresas gigantes ou associações de empresas: as Holdings, os trustes e os carteis.
− A Holding – associação de várias empresas a uma grande empresa que centraliza e controla as suas associadas e detém maior parte das suas ações.
− O Truste – origina-se da fusão de várias empresas em uma única – Essa empresa passava a controlar desde a obtenção da matéria-prima até a comercialização do produto final – passa a regular a oferta e dar os presos finais.
− Cartel – resulta de acordos entre empresas independentes do mesmo ramo que, para evitar os desgastes da concorrência, dividem o mercado entre si e fixam preços comuns.
• Neste processo foi comum os bancos passarem a controlar muitas empresas de outro ramo, ganhando com isso grande poder e influenciando decisões e seus governos = Capitalismo financeiro ou monopolista.

O Imperialismo
− A partir de 1870, as potencias europeias intensificaram a busca por mercados consumidores para os seus manufaturados e áreas produtoras de matérias-primas para suas industrias.
− Buscavam oportunidade de investimento para os seus capitais e colônias para acomodar parte de seu excedente populacional.
− Lançaram-se em uma disputa acirrada pela Ásia, África e Oceania = Imperialismo ou Neocolonialismo.
− Os pensadores europeus formularam uma teoria chamada Darwinismo Social.
• A raça humana, assim como as espécies, também passam por uma longa evolução, durante a qual ocorre uma seleção natural e só as mais aptas sobrevivem.
└ Na luta pela vida só as “raças superiores” triunfam.
− Os racistas daquela época acreditavam em duas ideias equivocadas.
• Existem raças humanas
• “Raça branca” é superior a “Raça negra”, “raça amarela” e aos mestiços.
− Teorias que justificam a dominação imperialista
− Com base nesse e em outras teorias racistas, os europeus brancos assumiram a tarefa de levar a civilização, isto é, o progresso e os “bons costumes” àqueles povos que consideravam incivilizados e racialmente inferiores.
• Defendiam que tinham uma missão civilizadora.

África: Dominação e resistência
− Entre os séculos XV e XVIII os europeus se restringiram a uma estreita faixa de terra no litoral da África. A partir do século XIX, passaram a penetrar o interior do território africano e a submeter os povos.
− A resistência africana
• O contato com os nativos foi pautado pelo escambo e pelo comércio de escravos. Na segunda metade do século XIX, os europeus não queriam mais apenas fazer trocas, mas dominar o território.
• Um exemplo de resistência foi do Império Zulu, que no final da guerra contra os bôeres, que durou anos, acabaram derrotados, principalmente devido à superioridade tecnológica e bélica do inimigo.
• Impressionados com as estratégias do comandante zulu, os vencedores o apelidaram de “Napoleão Negro”.
− Franceses na África
• Conquistaram a Argélia em 1830 e instalaram um protetorado obrigando os governantes a praticarem a sua política.
• Assumiram o governo, tomaram as terras dos nativos e os obrigaram a trabalhar nas culturas de oliveiras, vinho, frutas e legumes para a exportação.
• Prometiam integrá-los a “civilização”, mas os impediram que tivessem acesso a direitos básicos, como a instrução primária.
− Belgas no Congo
• O rei Leopoldo II, da Bélgica apossou-se em 1884, do Congo e conseguiu que outras nações europeias reconhecessem esse país africano com uma propriedade particular sua.
• Dividiu o Congo em unidades, nomeou militares belgas para administrá-lo.
└ Encarregou-os de forçar os congoleses a trabalhar na extração de marfim e borracha.
• Por meio da intimidação e da propaganda conseguiu manter o silêncio.
└ Em 1903, um diário escrito pelo missionário da igreja batista A. E. Scrivener revelou-as ao mundo.
• Para abafar o escândalo, o governo belga retirou de Leopoldo II o direito sobre o Congo e substituiu os administradores locais.
└ Isso não foi suficiente para restabelecer a paz social ou apagar da memória os horrores da dominação belga no Congo.
− Ingleses na África
• Na década de 1880, os ingleses estabeleceram um protetorado no Egito, que se encontrava endividado por conta dos empréstimos tomados para a construção do Canal de Suez (1869).
└ Como o Sudão estava sob o domínio egípcio, também passou a ser um protetorado inglês.
• Os ingleses adotaram principalmente a administração indireta.
└ Os antigos chefes locais eram mantidos no poder e transformados em colaboradores ingleses.
• Habitantes muçulmanos do Sudão, chamados de dervixes, resistiram ao imperialismo inglês – A luta era vista por eles como “guerra santa” – mas empregavam os mais modernos armamentos da época.
└ Foram vencidos pelos ingleses na Batalha de Omdurman (1898).
• Além do Egito e do Sudão, a Inglaterra se apossou de Uganda, da África Oriental (atual Quênia) e da Rodésia (atual Zimbábue) – o nome é uma homenagem ao empresário, político e empreendedor Inglês Cecil Rhodes.

Outros europeus na África
– Portugal
• Manteve maior parte dos territórios conquistados nos séculos XV e XVI – como Guiné, Angola, Moçambique, São Tomé e principalmente as ilhas de Cabo Verde.
– A Alemanha
• Dominou a África do sudoeste Alemão e a África Oriental Alemã.
• Conservou uma parte de Marrocos, o Marrocos espanhol.
– Os europeus promoveram a Conferência de Berlim (1885) – na qual estabeleceram as regras da partilha da África.
• Comunicam a sua ocupação.
• Asseguram a existência de uma autoridade capaz de se impor no território ocupado.
• Livre navegação e o livre comércio na bacias dos rios Congo e Níger.
– Os europeus redesenharam o mapa africano segundo os seus próprios interesses, não levando em conta as diferenças entre os próprios africanos – o que resultou em rivalidades e conflitos.

A partilha da Ásia
– Ingleses na Índia
• Foram se impondo desde o século XVII.
• Por volta de 1750 – apoderaram-se de quase todo o território hindu.
└ A Índia foi transformada num protetorado inglês.
• Passaram a vender seus tecidos na Índia a preços mais baixos e aumentaram os impostos sobre os tecidos indianos, forçando a alta dos seus preços.
└ Levaram os produtores de tecido indianos a falência.
└ De grande importadora para compradora dos tecidos ingleses.
• Os trabalhadores trabalhavam mais tempo e viviam endividados por causa dos altos impostos.
• Também eram assolados pela constante escassez de alimentos.
└ Século XIX – Foi atingida por seis crises de fome – mataram cerca de 15 milhões de hindus.
– A revolta dos Sipaios.
• Os abusos das autoridades inglesas, o empobrecimento dos hindus e o racismo inglês, provocaram a explosão da revolta dos Sipaios – iniciada em maio de 1857.
• A superioridade bélica dos ingleses, acabou prevalecendo.
• O governo inglês dissolveu, então, a companhia Inglesa das Índias Orientais e nomeou um vice-rei para governar o país.
• A Índia enviava milhões de libras para a Inglaterra todos os anos.
– Ingleses na China.
• Civilização antiga, cultura material e espiritual variada – sempre atraiu os europeus.
• Desde o século XVI, os europeus compravam da China seda, chá, porcelanas, mas como os chineses não se interessavam por artigos europeus, o comércio da China era sempre favorável a ela.
• Por volta de 1820 – os europeus introduziram o ópio no comércio chinês – o que os deixou dependentes.
└ O ópio trouxe muitos prejuízos e a rainha Vitória manteve o silêncio mediante os lucros ingleses.
• Revoltados decidiram, então, lançar ao mar 1400 toneladas de ópio que estavam em navios ingleses estacionados no porto inglês de catão.
• Alegando prejuízos a propriedade privada, a Inglaterra iniciou a Primeira Guerra do Ópio – 1839-1842 – após vencer, obrigaram os chineses a assinar o Tratado de Nanquim.
└ A abertura de cinco portos da China para o livre comércio inglês.
└ Pagamento de uma indenização de 21 milhões de dólares.
└ Controle de Hong Kong.
└ O direito dos britânicos, serem julgados por suas próprias leis, caso cometessem crimes em território chinês.
• Depois dos ingleses, os norte-americanos, os franceses e os russos – também obtiveram por meio da intimidação, acordos que abriram os portos da China para o seu comércio.

O caso do Japão
– O Japão permaneceu isolado do Ocidente até a década de 1540 – quando os primeiros navegadores portugueses chegaram a Kyushu.
• Acompanhados por jesuítas – propagaram fortemente o cristianismo – por volta de 1600 já existiam 300 mil japoneses cristãos.
– Essa cristianização e a forte penetração da cultura europeia no Japão provocaram uma forte reação do governo local – O Shogunato.
• Shogum – chefe de governo e comandante militar – possui o poder de fato.
• Imperador – mesmo sendo um figura sagrada, era um prisioneiro em seu palácio.
• Daimios – eram grandes proprietários de terras que apoiavam o shogum.
• Samurais – guerreiros profissionais que colocavam as suas espadas a serviço dos daimios.
– Entre os séculos XII e XIX, o shogunato foi controlado por quatro famílias poderosas:
• Minamoto (1192-1225)
• Fujiwara (1225-1338)
• Ashikaga (1338-1603)
• Tokugawa (1603-1868)
– A partir de 1622, os Tokugawa moveram dura perseguição ao cristianismo.
• Executaram milhares de cristãos japoneses.
• Por um decreto de 1634 – proibiram os japoneses de receberem portugueses ou espanhóis e manterem contato com o exterior.
└ Pena de morte.
• A chegada de navios estrangeiros devia ser informada a EDO (antigo nome de Tóquio) – sede do shogunato.
– Esse isolamento chamado Sakoku durou mais de dois séculos – até que em 1854, a marinha norte-americana forçou o Japão a abrir os seus portos.
• Logo depois foi obrigado a abrir os seus portos também a Inglaterra, França, Rússia e Holanda.
– Isso enfraqueceu o shogunato e fortaleceu seus opositores, que promoveram uma revolta, derrubaram o shogum e entregaram o poder a um jovem imperador chamado Mutsuhito.
– Em 1868 – anunciou uma política de modernização – absorver a tecnologia ocidental, sem abrir mão da cultura tradicional japonesa = Era Meiji (luzes).
• Os japonese apropriaram-se do conhecimento técnico ocidental e o aplicaram em múltiplas empresas estatais e particulares e a fabricação de armas e navios.
└ Sob o lema: Fokoku kyohei = “um país rico, um exército forte”.
– O Japão iniciou a arrancada modernizadora.
• Aboliu as obrigações que passavam sobre os camponeses.
• Revolucionou a educação.
└ Milhares de prédios escolares.
└ Ensino fundamental obrigatório.
└ Melhoramento do ensino médio e universitário.
• Instituiu o Iene como moeda padrão.
• Construiu uma extensa malha ferroviária.
• Desenvolveu a imprensa e o telégrafo.
• Equipou e profissionalizou o exército e a marinha.
– O governo de Mutsuhito investiu também em grandes complexos industriais e depois transferiu a iniciativa privada.
• Nasciam grandes conglomerados econômicos – Zaibatsu.
– No último quartel do século XIX – lançou-se à corrida imperialista.
– Em 1894 – o Japão provocou e venceu uma guerra contra a China.
• Pelo tratado de paz – obrigou a China a lhe pagar uma indenização alta – a reconhecer a independência da Coréia e ceder-lhe a ilha de Formosa – também conhecida como Taiwan.
• Atacaram Port Arthur – fortaleza controlada pelos russos na China = origem a Guerra Russo-Japonesa (1904).
└ Após esmagar a forças russas, o Japão impôs um acordo pelo qual obtinha Port Arthur e transformava a região chinesa da Manchúria em um protetorado japonês.
└ Cinco anos depois, o Japão anexou-a à Coréia.

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