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domingo, 21 de agosto de 2016
sábado, 20 de agosto de 2016
CHAVE DE CORREÇÃO - 3º ANO
EEEFM
“Professora Filomena Quitiba”
Série:
3º ano – Ensino Médio
Assunto: Revolução Inglesa, Revolução Industrial e
Revolução Francesa
Professor:
Dayvid Machado Fernandes – História.
ATIVIDADE
DE HISTÓRIA – A ERA DAS REVOLUÇÕES
QUESTÃO
01
Explique como era organizada a estrutura
social e política no período do Antigo Regime e quais foram as motivações
responsáveis pelas revoluções?
Sociedade altamente estatizada (1º
Estado = clero, 2º Estado = nobreza, 3º Estado = camponeses, burguesia e
artesãos), onde uma pequena parte dela desfrutava de vários privilégios.
Politicamente, era uma Monarquia
Absolutista baseada numa autoridade considerada divina.
Principalmente o
pensamento iluminista serviu de base para o questionamento do sistema,
propagando novos ideais na população. Emergia
também o pensamento liberal que pregava mudanças na forma da economia e na
lógica do homem como ser econômico e social.
QUESTÃO
02
Quais foram as transformações políticas
ocorridas na Inglaterra após a assinatura da Magna Carta?
A nova lei dizia que o rei não
poderia mais criar impostos ou alterar as leis sem antes consultar o Grande
Conselho, órgão que seria integrado por representantes do clero e da nobreza.
Além disso, nenhum súdito poderia ser condenado a prisão sem antes passar por
um processo judicial.
Os membros do Parlamento (sucessor
do Grande Conselho) deram origem à monarquia constitucional que sagra o desenvolvimento da Revolução Inglesa,
acontecimento histórico que assinala a crise do Antigo Regime Europeu.
QUESTÃO
03
Como os governantes da Dinastia dos Tudor
contribuíram para a evolução econômica da Inglaterra?
Henrique VIII, durante seu governo,
iniciou-se um intenso desenvolvimento comercial, com investimentos na marinha
mercante, possibilitando intensos lucros para os comerciantes e para o Estado.
Sob o reinado de Elizabeth I, a
Inglaterra se tornou a maior potência econômica, política e cultural da Europa
sendo, por isso, o período de seu reinado conhecido como a “Era de Ouro”
inglesa.
Ao derrotar a Invencível Armada
Espanhola, em 1588, Elizabeth abriu de vez o caminho para a Inglaterra se
tornar a maior potência colonizadora do Novo Mundo. Mais tarde a Companhia das
Índias Orientais dominaria o tráfico negreiro e as rotas comerciais.
Em seu governo floresceram também
as artes e a cultura.
quarta-feira, 27 de julho de 2016
ESQUEMA 07 - 3º ANO - 2016
|
EEEFM “Professora
Filomena Quitiba”
|
Série: 3ª série – Ensino Médio
Assunto: Iluminismo e Revolução Francesa
Professor: Dayvid Machado Fernandes – História.
ILUMINISMO E REVOLUÇÃO FRANCESA
→ Iluminismo e noções de liberdade - o
contexto histórico do Iluminismo
− Nós séculos XVII e XVIII, na Europa Ocidental ainda
predominava uma estrutura social, política, econômica e cultural, que
privilegiava um pequeno grupo = ANTIGO REGIME.
− No século XVIII muitos pensadores concluíram que as
pessoas precisavam abandonar muitas crenças, práticas e ideias aparentemente
absurdas e buscar substituí-las por outras mais interessantes e racionais.
• Este século ficou conhecido como século das luzes
ou da ilustração ou idade da razão.
• A maneira de pensar as coisas vinha mudando desde os
séculos XV e XVI.
└ Renascimento cultural
└ Revoluções inglesas – fim do absolutismo –
introdução do parlamento.
└ A dominação cultural exercida pelas igrejas passou a
ser bastante criticada: Fé X
Razão.
→ As ideias da
ilustração
− As ideias eram discutidas e elaboradas, sempre tendo
como fundamento a razão e a natureza humana.
− Das muitas propostas discutidas pelos iluministas,
as três que ficaram mais evidentes referem-se a liberdade, igualdade de leis
e defesa da propriedade privada.
− Os filósofos do iluminismo
• Jhohn Locke (1632 a 1704)
└ Para ele, a sociedade civil, que veio substituir o
estado natural, tem dois poderes essenciais: o Legislativo, que elabora
as leis e o Executivo, que administra o país. Estes dois poderes devem
estar em diferentes mãos para evitar possíveis abusos.
└ A autoridade do governo provinha do consenso dos
governados – se o governante não respeitasse sua parte do contrato, os
governados tinham o direito de se rebelar, até depor o governante.
└ A proposta de Locke não defendia a democracia como
conhecemos hoje – para ele somente as pessoas que tinham propriedade privada
tinha o direito de escolher os governantes.
− Os principais iluministas franceses
foram:
• Montesquieu (1689 – 1755)
└ O poder podia ser dividido em três partes
principais: legislativo, executivo e judiciário.
└ A separação garantia a liberdade evitando o abuso de
poder.
• Voltaire (1694 – 1778)
└ Defendia a liberdade de expressão e condenava
toda a intolerância religiosa.
└ Para ele as pessoas deveriam se tornar mais esclarecidas, libertando-se dos
preconceitos, das superstições, da ignorância e do fanatismo.
└ Era um defensor da monarquia, desde que o rei se
cercasse de conselheiros esclarecidos.
• Jean-Jacques Rousseau ( 1712 a 1778)
└ Defendia um Estado republicano, em que as pessoas
renunciassem à vontade individual em favor da vontade geral a sociedade, mas
conservassem o direito à voz no estabelecimento das leis, que governariam suas
vidas.
└ Para ele o progresso trazido pelo uso da razão
trazia benefícios, mas estes nunca eram distribuídos igualmente entre os
homens, prevalecendo a desigualdade e a
tirania.
• Denis Diderot e D’Alembert:
└ Organizaram a Enciclopédia reunindo todo o
alcance intelectual da época, cobrindo todos os assuntos discutidos pelo
Iluminismo.
└ Para Diderot a finalidade da Enciclopédia era reunir
os conhecimentos e expor aos homens de seu tempo, e transmiti-los a gerações
futuras a fim de que aquilo que foi realizado no passado não caísse no
esquecimento e, assim, tornando-se mais instruídos, os homens seriam mais
virtuosos e mais felizes.
− O pensamento iluminista era, ao
mesmo tempo, elitista e progressista, já que era voltado pra um público
instruído.
− Razão e progresso eram à base do pensamento
iluminista.
→ O
despotismo esclarecido
− Alguns soberanos europeus também se interessaram
pela efervescência cultural e, inspirados pelas ideias iluministas, começaram a
demonstrar consciência de que seu povo tinha direito a algo em troca do
pagamento de impostos e do envio de seus filhos para as guerras.
− Apesar dos contatos com filósofos iluministas e das
reformas que fizeram em seus países, nenhum monarca chegou a ponto de colocar
em perigo o princípio do governo autocrático (concentrado em uma só pessoa).
segunda-feira, 20 de junho de 2016
ESQUEMA 06 - 3º ANO - 2016
Série: 3ª série – Ensino Médio
Assunto: Revolução Inglesa e Revolução Industrial
Professor: Dayvid Machado Fernandes – História
DAS REVOLUÇÕES INGLESAS À REVOLUÇÃO
INDUSTRIAL
→ Origens do processo revolucionário
− O processo revolucionário
que se desenrolou na Inglaterra do século XVII tem as raízes nas mudanças
socioeconômicas ocorridas no século anterior.
−
Durante a dinastia Tudor (1485-1603), a política mercantilista de monarcas
poderosos, como Henrique VIII (1509-1547) e Elisabeth I (1558-1603),
ajudou a Inglaterra a se transformar em uma grande potência econômica.
•
Em 1558, no governo da rainha Elizabeth I, derrotou a "invencível
Armada" da Espanha, maior força naval do mundo na época.
└ Para isso aumentou a
sua frota, concedeu empréstimos e monopólios - favoreceu a expansão marítima na
Inglaterra e atendeu aos interesses da burguesia mercantil inglesa.
•
A rainha manteve-se próxima ao Parlamento, incentivou a ação de corsários e
expedições de exploração de terras no Novo Mundo.
•
Consolidou o anglicanismo na Inglaterra e estimulou o desenvolvimento das
manufaturas e do comércio.
→ Mudanças na sociedade inglesa
−
Em meados do século XVI, a sociedade inglesa passava por profundas
transformações:
•
No campo - verificava-se um processo conhecido como cercamento de terra
(enclosure).
└ As terras comunais eram
cercadas pelos senhores para da lugar à criação de ovelhas.
•
Os camponeses foram
obrigados a sair das terras e os proprietários das terras formavam uma pequena
nobreza mais próxima a burguesia do que dos antigos senhores feudais = Gentry.
•
Os cercamentos provocaram o êxodo rural e um consequente inchaço urbano, responsável por vários problemas
sociais.
•
Os yeomem (pequenos e médios proprietários) - também vinham prosperando
- junto com a gentry, produziam e vendiam lã e gêneros agrícolas que a marinha
mercante inglesa comercializava nos quatro cantos do mundo.
→ O absolutismo dos Stuart
−
A morte de Elizabeth I, em 1603, criou um grave problema sucessório, pois a
rainha não deixou herdeiros diretos.
−
O trono passou a seu primo, Jaime Stuart (1603-1625), rei da Escócia -
coroado sob o título de Jaime I da Inglaterra.
−
Defensor do direito divino dos reis, Jaime I governou como um rei
absolutista - adotou medidas políticas, econômicas e religiosas que
desagradaram a maioria dos ingleses e desencadearam várias crises entre a Coroa
e o Parlamento.
•
Ordenou que todos os seus súditos seguissem o anglicanismo - a religião oficial
do Estado inglês.
•
Adotou uma política tributária extorsiva - provocou forte oposição do
Parlamento.
−
Com a morte de Jaime I em 1625, seu filho Carlos I(1625-1649) tornou-se
rei da Inglaterra e da Escócia.
•
Durante o seu reinado, os conflitos da época de seu pai, não só continuaram
como se tornaram mais graves.
−
Em 1628, o monarca foi obrigado pelo Parlamento a assinar a Petição de
Direitos.
•
Proibia a Coroa de manter um grande exército ou criar novos impostos sem a
prévia aprovação dos parlamentares.
−
No ano seguinte, o rei dissolveu o Parlamento e governou sem ele durante 11
anos.
−
As medidas tomadas por Carlos I tornaram o seu governo extremamente impopular:
•
O rei exigia que, na Escócia e na Inglaterra, os rituais religiosos fosse
celebrados com todas as cerimônias e vestimentas da Igreja Anglicana
tradicional.
└ Revoltados os puritanos
escoceses decidiram pegar em armas.
• A fim de aumentar impostos para
financiar a luta contra os escoceses, Carlos I convocou novamente, em abril de
1640, o Parlamento inglês - como se manifestou contrário a reivindicação do
rei, um mês depois, o Parlamento foi dissolvido.
•
Os escoceses invadiram o norte da Inglaterra e Carlos I viu-se outra vez
dependente de recursos financeiros para cobrir os gastos com a guerra.
└ A contragosto, voltou a
convocar o Parlamento em novembro de 1640.
•
Com o rei na defensiva o Parlamento tentou impor suas reivindicações:
└ O monarca ficaria
obrigado a convocá-lo regularmente.
└ Os ministros e os
clérigos considerados pró-católicos seriam punidos e alguns impostos seriam
declarados ilegais.
└ O Parlamento
exigia que fossem feitas reformas para
limitar o poder do soberano.
•
Em resposta o rei ordenou ao exército
que invadisse o Parlamento e prendesse os líderes mais críticos.
└ Essa decisão fez
eclodir em 1642, uma guerra civil (1642-1649).
→ O Parlamento inglês
−
O Parlamento inglês compunha-se de duas câmaras:
•
A Câmara dos Lordes: Eram em sua maioria adeptos da Igreja Anglicana.
└ Lordes Espirituais -
cúpula do clero anglicano.
└ Lordes Temporais -
nobres titulados (duques, barões, condes e outros) - que pertenciam as grandes
famílias aristocráticas, proprietários de grandes extensões de terra.
•
A Câmara dos comuns: Eram em geral presbiterianos (alta burguesia e
membros da gentry) e puritanos (pequena e média burguesia, pequenos
proprietários rurais , arrendatários ou yeomen) .
└ Pequenos proprietários
rurais (pertencentes a classe dos yeomen)
└ Grandes burgueses e gentlemen (pertencentes a gentry) -
formavam uma nobreza de status.









